sábado, 24 de dezembro de 2011

Emmanuel

 
  "Nenhum outro nascimento de um deus, nenhuma outra infância de um sábio nos parece ser o Natal nem algo parecido com o Natal". [...] "Onipotência e impotência, ou divindade e infância, criam definitivamente uma espécie de epigrama [poema] que uma milhão de repetições [natais] não consegue transformar numa banalidade. Não é nenhum exagero chamá-lo de único. Belém é decididamente um lugar onde os extremos se encontram".

- Chesterton em O homem eterno

domingo, 4 de dezembro de 2011

Os melhores de 2011 (ou se assim lhe parece)

 O melhor filme, álbum, livro de ficção e não-ficção que tive o prazer de degustar em 2011.

Filme

A beleza de uma obra está em compreender o que o seu idealizador quis passar ou no que o observador subjetivamente compreende? O filme Sucker Punch do diretor Zack Snyder é uma obra que pode ter estas duas visões. Onírico, violento, poético. Uma mistura aparente de game e clip musical em cenários medievais, futuristas e da II Guerra com efeitos especiais incríveis... E acredite, tudo isso regado a uma trilha sonora perfeita, funcionou bem, muito bem. *****

Álbum Musical

O metal tem se debatido nos últimos anos, no Brasil especialmente, e no resto do mundo, numa luta contra um pop medíocre. Nesse cenário pessimista boas bandas lançaram obras ontológicas. Entre elas estão Megadeth, Oh Sleeper, TDWP e Mastodon. Esta última banda me causou arrepios metaleiros. Eles fazem um som pesado e agressivo sem conduto perder a veia meio psicodélica, virtuose. Este álbum intitulado The Hunter é quase perfeito, um dos poucos que escutei neste ano, e acredite ouvi muita coisa, que pode ser tocado sem pular faixas. Ótimo. *****


Livro Ficção

Qualquer coisa que se diga sobre esse livro é chover no molhado. Já se disse tudo e mais um pouco. Livro reverenciado pelos grandes intelectuais, amado por qualquer mente que se permita ser tragado por ele. Sim, falo de O Processo de Franz Kafka, seu livro inacabado. Ele nos apresenta um personagem que é acusado por um crime que ele sequer imagina qual, sendo levado em uma espiral de desumanização épica. Se você leu A Metamorfose também de Kafka não imagina o que lhe espera nas páginas de O Processo. Perfeito! *****



Livro Não-Ficção

"A criatura chamada homem, o homem chamado Cristo". G. K. Chesterton é em minha humilde opinião o escritor cristão mais sábio que já tive o prazer de ler. Sua defesa da fé é quase irresistível. Filósofo sagaz, cristão simples, devotado ao conhecimento. Em seu livro O Homem Eterno ele narra de forma única o homem e sua história, e Cristo e sua vida, do ponto de vista de um homem destituído de fé. Um ensaio sobre a loucura humana em negar o fator Divino na existência do Universo. Lindo! *****



sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O animal Divino


  Simplificou-se o homem pois dessa forma simplifica-se o Super-homem chamado Jesus. Os naturalistas retiram a posição assombrosa do ser humano, tornando-o “ser animal”, pois procuram assim retirar a posição extra humana de Cristo fazendo-o um mero homem, animal como o homem. A divindade esvai-se de Cristo, na mente naturalista, como esvai-se o bom senso do próprio naturalista.
  
  Rebaixa-se o homem a um insignificante verme, para, na melhor das hipóteses, assentar o Deus homem na cadeira do castigo bestificante de um animal.

  Quando na verdade o homem toma seu lugar de ser assombroso então Cristo toma seu lugar do Assombroso Divino. É como uma ave, que descobrindo possuir polegares e construindo catedrais, descobre que o céu em que plaina é imenso, multifacetado, infinito e onisciente. Neste céu azul chamado Jesus, a ave arquiteta chamada homem, desliza pela história aos olhos atordoados dos naturalistas.

  O homem é o único animal que sabe em seu íntimo não ser um animal.